A penúltima fachada do ano está em processo de construção. O responsável desse mês é o paulista de Osasco de 28 anos Júlio Vieira.

Júlio tem um estilo próprio bem característico e trabalha com o spray, o pincel e o mouse com a mesma habilidade. Aqui na El Cabriton por 2 vezes já tivemos o prazer de produzir uma de sua criações. Sua carta feita para o Projeto 54 de 2012, acabou depois virando também uma camiseta.

Júlio começou a desenhar ainda pequeno, quando tentava reproduzir HQs que sua mãe comprava. É da infância também sua primeira lembrança em relação à arte “Minha família sempre foi muito religiosa (católica) Então, me lembro bastante da arquitetura e vitrais de igrejas, acho que isso acabou influenciando bastante minha produção atual.”.

Conheça um pouco mais sobre Júlio e sua experiência em nossa fachada:

Como é o seu processo criativo?

Depende muito do meu estado de espírito, mas no geral é bem livre, é como se fosse um descarrego visual de tudo que vi no dia. Costumo produzir melhor a noite/madrugada, gosto de me concentrar quando estou produzindo no estúdio, diferente da experiência na rua.

 

Descreva seu trabalho em 3 palavras.

Excessos, prazeres e intensidade

Como você se preparou para a fachada da El Cabriton? Fez rascunho?
Fiz algumas anotações no meu sketchbook, mas pretendo deixar o trabalho fluir a partir dessa idéia inicial.

Você já tem experiência em pintar na rua. Você gosta que as pessoas te abordem e metam o bedelho? A opinião dos passantes te influencia em algo?

Acho que não só a opinião do transeunte como o que a pintura pode representar pra pessoa. Eu gosto de ouvir o que as pessoas tem pra falar, de interagir com elas e saber o que elas acham do trabalho, principalmente quando faço pinturas na periferia que é carente de cultura. Não diria que possa influenciar esteticamente, mas o maior barato de pintar na rua é que vai muito além da pintura e é onde acontece um milhão de coisas ao mesmo tempo. Essa dinâmica influencia na minha produção.

Pintar na Rua Augusta tem algum peso para você? É diferente de pintar em um lugar menos movimentado?

A rua Augusta fez parte da minha adolescência/maior idade, a primeira vez que pintei nela foi em 2001, de lá pra cá muita coisa mudou, inclusive a própria rua e seus frequentadores. Tem um peso por representar parte de historias que vivi, mas com relação ao ato de pintar, é como pintar em outro ponto do centro! Que é diferente de pintar num local mais isolado. Independente disso que todos os locais tem seu valor.

 

Qual foi a primeira música que você escutou hoje? Você ouve música enquanto cria?

Um rock’n’roll do Velvet Underground. Voltei a escutar depois de muito tempo principalmente por causa da morte recente do Lou Reed. Gosto bastante de ouvir Jazz enquanto pinto no estúdio, me deixa mais relaxado e consigo soltar mais o traço. Quando estou na rua geralmente pinto sem música para me atentar ao que acontece ao redor.

Ping Pong

Bicicleta ou metrô? Bicicleta
Verde ou Amarelo? Verde
Coxinha ou Pastel? Coxinha
Lasanha ou Churrasco? Churrasco
Alface ou Rúcula? Tomate
Cerveja ou Água? Cerveja
Jaspion ou Changeman? Lion Man
Praia ou Montanha? Praia
Chaves ou Chapolin? Chapolin
Pitfall ou Space Invaders? Space Invaders
Beatles ou Rolling Stones? Stones
Sheila Melo ou Sheila Carvalho? Beto Jamaica
Gorgonzola ou Brie? Gorgonzola não é aquele queijo podre?
Rio ou São Paulo? São Paulo
Salgueiro ou Radiohead? Salgueiro
Mouse ou Canetão? Canetão
Spray ou Pincel? Os dois

Toda a equipe El Cabriton agradece ao Júlio pela dedicação e  trabalho incrível!
Venha conferir a fachada, trocar uma ideia e bebericar com a gente!!
Sexta, dia 08 de novembro
Das 20h às 23h
Rua Augusta,2008
https://www.facebook.com/events/554320514647627/
Esse post será atualizado com mais fotos da fachada em breve!
Imagens: https://www.facebook.com/jv.juliovieira
Encontre o Júlio : http://juliovieira.blogspot.com.br/