Os Curingas da 13ª edição – Projeto 54

Há duas explicações para a origem do curinga no baralho. A 1ª, diz que a carta foi derivada do tarô italiano no século 19. Sem naipe ou número, o desenho retratava o “louco” como um arlequim ou palhaço. 

A outra versão, diz que o curinga tem sua origem em uma carta especial utilizada de forma particular no jogo Euchre, que teve início na Europa. Quando os imigrantes levaram o Euchre para os EUA, aproximadamente em 1860, teriam modificado as regras do jogo decidindo que era preciso ter uma carta extra que vencia todas as outras.

Conhecida como “Imperial Bower”, o cartão era capaz de quase tudo – ou quase nada – dependendo das regras do jogo.

Imperial Bower, o primeiro Coringa, de Samuel Hart, cerca de 1863.

Os bowers continuaram a ser produzidos até o século 20. Os Jokers, ou cartas extras, apareceram pela 1ª vez em pacotes americanos por volta de 1863, com desenhos de palhaços e bobos.

Demoraram um pouco mais para chegar em outros países, segundo a IPCS – International Playing-Card Society, mas desde então, foram adotados em muitos decks pelo mundo.

Curinga criado por Chas Goodall and Son, cerca de 1875.
Imagem: wopc.co.uk

CURINGA – 13ª EDIÇÃO / PROJETO 54

Na 13ª edição do nosso Projeto 54, os artistas responsáveis pelo Curinga são Gabriela Güllich e Fralvez. Bora conhecer um pouco mais sobre seus trabalhos:

GABRIELA GÜLLICH

Jornalista, quadrinista e designer, Gabriela atua no campo da comunicação visual com jornalismo em quadrinhos, ilustrações e infográficos.

O desenho sempre esteve presente em sua vida, mas foi durante a graduação em Jornalismo que conheceu as possibilidades da narrativa jornalística em quadrinhos. Depois de terminar o curso, iniciou seus estudos em Design Gráfico, e desde então, une as duas coisas.

Além da comunicação, o circo é outra paixão que Gabriela tem.

“Eu fazia acrobacias aéreas e já fui instrutora em uma escola de acrobacia. Minha ideia ao escolher a carta do Joker era usar elementos circenses para complementar o visual do personagem, então resolvi fazer um número de lira espelhado, com um Joker acrobata”.

A artista conta que a carta foi ilustrada de forma tradicional, ou seja, somente com tinta nanquim pra um efeito de alto contraste. 

Para ela, o Projeto 54 é muito interessante pela diversidade de ilustrações que podemos encontrar em um só jogo.

“Quem tiver com essas cartas na mão vai ter uma infinidade de estilos, cores, referências, que vão deixar o jogo ainda mais interessante. E nisso entra também a possibilidade de conhecer novos artistas: às vezes a pessoa compra porque conhece alguns dos convidados e ali no meio acaba descobrindo vários outros profissionais e pode se encantar com novos trabalhos”.

FRALVEZ


Fralvez é ilustrador e quadrinista, tem 33 anos e mora no centro de São Paulo. Quando criança, gostava muito de assistir desenhos animados e brincar de copiá-los no papel. Quando virou adolescente, parou. Nessa época, (final dos anos 2000) se envolveu com a cena musical de hardcore punk de SP e lá construiu muito dos valores e visões de mundo que o guiam até hoje.

Mesmo sem produzir artes gráficas, tinha contato direto com a estética do punk, em cartazes, capas de discos, camisetas, etc. Isso despertou nele o desejo de resgatar o hábito do desenho, algo que ficou guardado em suas lembranças.


Já mais velho, em 2016, decidiu estudar desenho de verdade. Na busca por referências de formas e traços, descobriu o mundo dos quadrinhos e começou a criar, de forma independente, suas próprias histórias.

“Percebi que assim como no punk, o rolê dos quadrinhos independentes também funciona como uma cena colaborativa, em lojas especializadas, feiras e eventos. Com o desejo de me inserir no meio, criei um selo com alguns amigos, chamado Selo Mangue, para viabilizar nossas publicações”.


Produzir HQ ajudou a desenvolver o seu processo e a enxergar o desenho em si. Logo, voltou às ilustras, em paralelo aos quadrinhos, com cartazes, capas para álbuns, estampas para camisetas, ilustrações editoriais, rótulos para produtos, embalagens e etc. Quando foi convidado para participar do Projeto 54, ele conta que a 1ª coisa que veio em sua mente foi o Joker, vermelho.

“O curinga é uma carta emblemática do baralho. Minha ideia inicial é que fosse um personagem subversivo, que houvesse uma camada a mais na interpretação da imagem. Pesquisei as cartas clássicas do Joker em busca de referências estéticas, e enquanto esboçava, me veio em mente a letra da música ‘Morte ao Rei’, do Ratos de Porão. Pronto! Era justamente o que eu precisava pra amarrar a ideia!”

Para Fralvez, a arte no geral (seja ela gráfica, áudio visual, musical, sensorial) é um meio de entretenimento, e fazer arte é um ato político.

“Consumimos a arte com o intuito de fugir da realidade, nem que se seja momentaneamente. Ela nos transporta pra lugares não-óbvios e nos desperta para diversos pontos de vista interessantes, com a intenção de transmitir ideias e sentimentos. Por exemplo, já parou para pensar quantas pessoas tiveram suas vidas transformadas através das músicas dos Racionais MC`s?”


Quanto a El Cabriton, o artista conta que sempre foi fã. Acompanhou todas as outras edições dos baralhos anteriores, as quais muitos de seus amigos já participaram, e imaginava se um dia sua hora iria chegar.


“Para mim é uma honra poder colaborar junto de diversos artistas fodas nesse projeto super bem organizado e produzido. O incentivo da El Cabriton vem como um ato de resistência. Acredito que o apoio a arte e cultura é o caminho!”

GARANTA O SEU!

O Projeto 54 traz uma variedade infinita de estilos, já que cada carta é criada por um artista diferente (+700 artistas já passaram por nossas edições).

Por aqui, já rolou entrevista sobre a identidade visual da 13ª ediçãoAsesCarta 2Carta 3Carta 4Carta 5Carta 6Carta 7Carta 8, Carta 9.

A tiragem é única, limitada e além disso, impressa pela COPAG, maior fabricante de baralhos do Brasil. GARANTA O SEU!

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